quarta-feira, 18 de março de 2020

Em casa é que está bem !

E cá estamos no segundo dia de tentativa de isolamento.

O vizinho já veio deixar um saco de limões...mas pediu o saco plástico de volta.

As tarefas escolares continuam a ser cumpridas para já sem grande stress. 

O pai continua a ir trabalhar e a tentar encontrar soluções viáveis para que as suas tarefas se mantenham no activo e de saúde.

A mãe parece um vai-vem em constante viagem, ora aqui, ora ali.

De um modo geral estamos todos preocupados, até acho que bem mais preocupados com a forma como vamos conseguir coabitar os 5 em casa por umas miseras semanas. Pessoalmente tenho estado a ver uns tutoriais no youtube sobre yoga e mindfullness. Calculo que o filho mais velho cá de casa também deve estar a ver isso, porque ouviram os gritos no WC....devia estar a praticar.

Já comecei a planear as arrumações, limpezas e afins de modo a estar organizada. O pai fica encarregue da sua adega de modo a organizar as suas preciosas garrafas por castas, cores, sabores e outras tantas paneleiragens. 

O mais novo, já o consegui arrumar no roupeiro e assim oiço menos 1000x a palavra Mãaaaaaeeeee por dia, o que de certo modo me trás alguma paz de espírito.

Inicialmente estava num espirito tuga....tudo passará e isto é apenas uma gripe e eu dou FOTI FOTI e não me vai tocar. Até porque tenho uma costela alentejana e segundo uma entrevista que vi as alentejanas não apanham o bicho.

Depois comecei a ficar preocupada e a tentar pensar de forma consciente como poderia salvaguardar-me a mim e aos meus. Nenhum de nós é profissional de saúde pelo que o contato directo com a doença seria menor desde logo. Imagino o que estas famílias estão a passar neste momento, parece uma batalha naval e na corda bamba todos os dias. O viverem na incerteza, o viverem ausentes dos seus para poderem ajudar outros que também estão privados das suas famílias.

Mas sabem o que mais me custa? O não poder abraçar e beijar com a regularidade que gosto. Custa-me horrores ter de negar os 1000 beijos que o meu filho me quer dar e simplesmente dividi-los por mais tempo. Somos os dois de afectos e gostamos tanto de estarmos colados, que agora a dor é ainda maior. Ele fica de olhos tristes e eu de faca espetada no coração por estar a ter uma atitude que me é tão contraditória. Não vou deixar de lhe dar, mas terei de ter cuidado pois vou à rua, estou em contado com outros, para poder trazer mantimentos para casa. Meu rico filho, espero que me perdoes e entendas um dia, sei que tens apenas 9 anos, mas nenhum de nós merecia passar por isto.

Nas aulas de história, nos documentários que via, nas reportagens, nos livros, lia e via muitas vezes as catástrofes e guerras do passado. Via ainda que apenas a duas cores a dor e tristeza dos que passaram por tais efemérides e a bravura com que se reergueram das cinzas para continuar a dar vida e esperança aos que sobreviveram e superaram. Jamais pensei que um dia seria eu nesse papel, seriam os meus a poder contar essa parte da história como protagonistas. Eu quero ser dos que ficam para contar, e quero que a minha familia também. Não o posso mostrar, mas tenho tanto medo pelos meus avós cuja saúde já não abunda e cujo tempo de vida também já não será longo....não quero que os leves ok? Podes deixá-los mais um tempo por perto? 

Aproveito este tempo para repensar, para tentar encontrar motivação para arrancar com projectos para os quais ainda não tinha tido tempo. Agora vou ter tempo....mas preferia não o ter...significaria que estaria tudo bem e na normalidade.

Amanhã estarei de volta!!!!!

Bjs do vosso Rolinho de Papel

PS: O mais novo já está arrumadinho!!!!
 

segunda-feira, 16 de março de 2020

Diário de uma Quarentena 1

Faz tempos que não punha aqui as mãozinhas....

Foi preciso uma catástrofe assolar este lindo planeta para que finalmente voltasse a este meu e vosso blog, o Crónicas de Casa de Banho.

Estou de quarentena, meio que atabalhoada porque tenho de sair e ir e vir ao trabalho. 

Passei o fim-de-semana em casa, numa tentativa de perceber o que era isto da quarentena. E o que achei mais parecido com esta minha curta experiência, é o Convento das Carmelitas Descalças. Estamos isolados do mundo, mas podemos vir ao páteo contemplar as árvores, os passarinhos, a horta...só que no meu caso é contemplar a relva sintética, de resto é muito parecido...só que não.

Ainda a procissão vai no adro e já se ouvem história mirabolantes de famílias e entrar em depressão por não saberem lidar com maridos, esposas e filhos. Então mas as relações familiares devem ser apenas assentes em 1h por dia juntos? E sabe Deus o que esses 60 minutos podem virar uma tragédia Grega. E os filhos? Quando se lembraram de encomendar à cegonha, era apenas para os terem aos fins-de-semana e poucas horas? Sim porque depois da natação, equitação, ténis, piano, guitarra, ballet, hip-hop, futebol...ah e escola....ao fim-de-semana ainda temos catequese, escuteiros e um par de atividades ...e bolas ainda nos sobra no meio disto qualquer coisa como pouco mais de 45 min para sermos pais...e mesmo assim não deve ser tanto, porque entre tomar banho, jantar e deitar cedo porque amanhã é um novo dia...deve sobrar 2 min....em contagem decrescente de forma acelerada para nos vermos livres do burburinho das suas vozes e enfim...podermos apenas implicar com o adulto que também anda lá por casa.

Mas afinal porque criam famílias? Este será de facto um tempo onde vamos perceber que apenas quem tem uma estrutura emocional e familiar onde prevaleçam valores, como amor, partilha, compreensão, gratidão, entre-ajuda, medos, positivismo...entre tantas outras coisas boas e menos boas...poderá sobreviver ao Corona Virús.

Quando era mais nova a Corana era uma coisa porreira. Dava para dançar e tudo. Quantas vezes ouvi eu The Rhythm  of the Night alto e bom som no walkman da Sony? Aquilo é que era bombar....agora a Corona caíu que nem uma bomba e anda por aí a espalhar o terror em vez de magia.

Dizia o Futre que vinham charters cheios de chineses....p%ta que pariu mais aos chineses, inventam tudo...ou melhor...copiam tudo e comem tudo e depois quem se lixa é o mexilhão...melhor os mexilhões todos deste mundo que andam numa loucura total.

Os supermercados levaram uma razia no papel higiénico e ainda não entendi bem o porquê. Há algum efeito secundário do Covid-19 que dê cabo da flora intestinal? Vão guisar rolos de papel? Vão embrulhar-se em papel para se preservarem e afastarem do vírus? Não percebi mesmo.

Hoje saí para ir ao talho. Consegui que me aviassem o que precisava sem que automaticamente e entre quarto paredes  me esventrassem e colocassem o meu fígado, rins, lombo entre tantas outras partes à venda...melhor, consegui sair de lá sem ser chacinada à porta pelos que estavam em fila para entrar.

Depois foi a vez do Continente. Mais uma fila mais uma voltinha. Máscara e luvinha e lá foi eu. Pacifico quanto baste, mas tenho a certeza que havia pessoas a praticar apneia enquanto enchiam o carrinho....sem máscara, roxas de suster a respiração....mas de carro cheio. Não sei qual foi o máximo que aguentaram. Quanto a mim, a minha máscara é grossa e quase que não consigo eu respirar dentro dela, chego a um ponto em que acho que vou desmaiar com falta de oxigenio.

Cheguei a casa, livre e desinfestada.... para já estou viva e sem sintomas do bicho. Quanto aos meus penso estarem bem e quase em auto-isolamento nos quartos a curtir a deles. Quanto a mim, já fiz máquina de roupa, dediquei.me à cozinha e ao mais novo que trás trabalhos para 2 meses penso....mas hoje já adiantamos umas boas coisas.

Vou dando noticias!!!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Perfeitas Incertezas


Nas imperfeições da vida,
Torno-me aos poucos perfeita a teu lado.
Nas incertezas da vida,
Das poucas certezas que tenho é o meu sentimento por ti.
Nas dúvidas da vida,
É contigo que esclareço a mente.
Nas batalhas da vida,
É contigo que luto para vencer.
Nas invejas da vida,
É nosso sorriso que encontro a melhor arma.
Nos sonhos que tenho,
É a teu lado que durmo todas as noites.
Nas amizades sinceras da vida,
Sei que posso contar contigo sempre.
Nos sentimentos da vida,
Sei que te posso dizer a ti que Amo.
No final da vida,
Espero apenas que estejas comigo também…e seja eterno o que nos uniu e que um dia nos separe.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ás vezes!

Ás vezes quero andar depressa, mas o tempo não me acompanha.
Ás vezes queria poder sonhar, mas a vida nem sempre me dá matéria.
Ás vezes queria poder voar, mas depois lembro-me que não tenho asas.
Ás vezes queria dar mais de mim, mas percebo que sou fraca.
Ás vezes gostava de amar mais, mas percebo que se não me amo a mim não posso amar mais.
Ás vezes gostava que me elogiassem, mas depois penso que nada há para elogiar.
Ás vezes gostava de ser uma excelente mãe, mas rapidamente percebo que tenho muitas falhas.
Ás vezes gostava de ser uma excelente dona de casa, mas percebo que não sou nada de especial, que há quem tenha muito mais jeito que eu.
Ás vezes gostava de ser uma excelente esposa, mas sei que sou apenas uma companheira que deve estar lá para o que for preciso e que tem de entender tudo.
Ás vezes gostava de ser uma excelente profissional, mas assim num abrir e piscar de olhos percebo que não sou nada, que tento, que me esforço, que até acredito que se está a perder algo em mim…e lá está…sou um pouco mais que nada.
Ás vezes gostava de não pensar tão negativamente, mas nem sei bem como me motivar.
Ás vezes gostava de não sentir saudades, mas sinto tantas e de algumas coisas que me fazem ser feliz.
Ás vezes gostava de ser mais do que madrastra, mas é isso mesmo que sou….tenho de estar lá.
Ás vezes gostava de poder acordar e respirar de uma outra forma, mas não tenho outra capacidade que não esta.
Ás vezes gostava que as minhas conversas fossem entendidas de forma positiva, mas é fácil de perceber que nem sempre são e na maioria nem sequer interessam.
Ás vezes gostava de ser a última bolacha do pacote, mas bolas, estou numa palete e ainda há milhares de bolachas.

Ás vezes gostava, tão simplesmente isso….só gostava!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

0,10€ PODEM MUDAR UMA VIDA !




Todos os anos a mesma roda viva. Junta papel, tira papel, pede fatura de tudo e mais alguma coisa, junta tudo, perde metade e esperamos ansiosos pelos dia 1 de Abril, como se de uma passagem de ano se tratasse.

Preenche declaração, coloca dedo no rato e qual gatilho de uma arma, carrega ao segundo ZERO e respira de alivio.

E começam as boas noticias: "Reembolsos começam a ser feitos ao fim de 21 dias."; "Reembolsos de IRS pagos mais cedo" etc etc. Acredito que isto tenha sido a realidade para alguns....pois meus amigos para mim não foi de todo.

Pertenço agora a um grupo gigante dos Encalhados do IRS, que tal como eu verificam o site da AT 2x ao dia, como se fosse um medicamento prescrito pelo médico, dando garantias de que passaríamos a estar de bem com a vida.

Entreguei a declaração a 12/4, validou a 14/4....hoje são 29/6? É isso não é? Pois...e estamos na mesma....a zeros.

Entre telefonemas que de nada adiantam, vale a troca de comentários no grupo do encalhados, onde nos vamos confortando uns aos outros, já estamos no mesmo barco.

Ainda pensei que o meu reembolso fosse de uns milhares de euros, mas depois parei e pendei: Rita, estás parva...os dos milhares e milhões foram logo os primeiros DAHAH!!!

Hoje na pesquisa da manhã descobri que devido ao atraso no pagamento do valor do meu IRS o estado me vai pagar a mais....vejam bem A MAIS....leram mesmo bem MAIS...o valor de 0,10€.

Oiçam, gelei naquele momento. Sabem aquela sensação de quem acabou de acertar na chave do Euromilhões? Eu não! Fiquei em transe logo. E fiz planos onde investir aqueles 0,10€.

Eis as opções:


  • Comprar uma vela em Fátima em sinal de agradecimento. - Bolas não dá, a mais barata são 0,20€
  • Comprar Certificados de aforro - Também não dá
  • Comprar Acções na Bolsa - Dei-me ao trabalho de ir ver isso e consigo comprar umas quantas da Lisgráfica, acham que deva?
  • Investir no Papel Moeda - assim como assim estes 0,10€ iriam voltar aos cofres do Estado rapidamente não é?
  • No Banif? Posso contribuir não é? ou a CGD? Ou para ajudar a pagar as auditorias externas que andam para aí a querer fazer.
Enfim as opções de sonhos são muitas, mas todas saem frustradas.

Se uma empresa deixa de pagar o IVA, ás 00:00H do dia seguinte são +20% s/o valor que tem a pagar à AT.

Se nos esquecemos de pagar o IUC, chega a cartinha, 15€ + juros de mora, e na melhor das hipoteses qualquer 25€ paga tudo.

Pergunto eu, que nem percebo muito disto: Qual é o critério para aplicar juros ?

Felizmente não necessito nem eu, nem o meu filho, deste dinheiro para sobreviver, mas é triste a forma como são geridas as coisas.

Há razão para ter sido retida? Não, está tudo ok e validado.

Se o valor dos 0,10€ vai aumentar então deixem lá estar a render mais uns dias boa?

E assim vai este nosso Portugal!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Contemplação

Foram cerca de três anos de espera. Navegar pela net tem destas coisas boas, faz-nos encontrar lugares que nos apetece de imediato fazer as malas e partir.

As malas tiveram de ser adiadas, e perdi o nome daquele lugar que me parecia tão saboroso de visitar.

Mudam-se os tempos, mas não se mudaram as vontades. Ironia do destino, numa pesquisa de lugares para passar um fim-de-semana a dois, dei de caras com aquele lugar que me apetecia tanto ir.

O M. fez anos e esta surpresa ficou guardada até Abril...não aguentei o silêncio, a surpresa e quis que ele vivesse comigo desde o momento zero, 

A Herdade do Reguenguinho recebeu-nos de braços abertos, e pelas mãos da Susana ficamos a conhecer um pouco mais deste turismo rural, que aconselho vivamente. 

Próximo das praias de Porto Côvo e Vila Nova de Milfontes fica a localidade de Cercal do Alentejo.

Em menos de 5 minutos  encontramos uma casa em tons laranja que nos ilumina o horizonte.

Quando saímos do carro somos inundados pelos cheiros de campo, em especial das estevas. As cores, os sons....impossível deixar de não pôr à prova os 5 sentidos.

A herdade tem quartos de diversas tipologias, mas no nosso caso, a escolha era especial, e digo que superou as expectativas.

As imagens falam por si
Vista da varanda do quarto (espreguiçadeiras e tem ainda um chuveiro) 

Vista da varanda do quarto 

Piscina comum 

Caminho para a Palafita Terra

Mas ex libris deste nosso quarto era mesmo a vista sobre este manto em tons de verde. E se tudo isto podermos juntar isto:
Interior do quarto

Melhor ainda....conseguem imaginar um banho em final de dia neste cenário? 

Vista geral 
Welcome Tea

A luz natural ilumina este quarto de forma especial. Podemos ver o nascer e o pôr do sol nos dias mais soalheiros, ou simplesmente contemplar o cair da chuva....aquelas vidraças prolonga o nosso olhar e é impossível não entrar no espírito.

O quarto possui uma casa de banho com um chuveiro gigante e uma pequena sala onde podemos colocar os nossos pertences e ainda usufruir do mini bar. Tem sistema de som que pode ser ligado a um mp3, telemóvel, ou simplesmente ouvir a música relaxante que nos deixam. Tem televisão...mas apenas para ver DVD que podemos ir buscar à casa principal...não há noticias más, distracções....há focalização, vivência. Acho que o modo como a família de Susana vive na Herdade é visível nestas pequenas coisas.

Podem fazer-se pequenas refeições na Herdade. No nosso caso não o fizemos, mas tomamos um pequeno almoço fantástico, fruta, sumos naturais, chás, compotas, pão, acompanhamentos e umas panquecas deliciosas....e dias não são dias!!!!


Se quisermos podemos ainda relaxar na casa principal. Jogos de tabuleiro, leitura, ou simples não fazer nada e relaxar.

A despedida custa sempre e sabe sempre a pouco, A experiência será a repetir, mas desta vez em família. 

Até lá!!!!




terça-feira, 30 de junho de 2015

SNS

Felizmente as minhas idas ao médico são raras. Mas das poucas vezes que vou mesmo que não vá doente, acho que venho de lá doente. Mas é sempre doença do foro neurológico. Dá-me uma travadinha quando começo a ouvir as conversas que por ali se fazem.

Já tive uma aventura com uma médica que esteve a fazer frete de me atender porque achou que eu devia ter ido direto ao hospital, sem passar por ali. Tipo Monopoly estão a ver? Aquela coisa do Vá direto à casa da partida..... Ali foi igual. o frete foi tal que em menos de 5 minutos eu estava curada da minha maleita e pedi desculpa inclusivé por ter vindo incomodar a senhora e saí porta fora.

A semana passada foi na ecografia que me perguntaram : então do que se queixa? E eu disse: de nada.  Diz logo o ucraniano que me atendeu: se não se quixa de nada o que veio aqui fazer? Mas é obrigatório a malta queixar-se de algo para ir fazer exames? Não necessáriamente. Ali não dava muito jeito sair naquele momento, até porque sair literalmente com as calças nas mãos não é a minha especialidade.

Hoje foi dia de mostrar exames e depois do check-in, ou admissão, ou lá como queiram chamar, lá fui eu para a salinha de espera. O meu vestido deve ter causado sensação porque fui fulminada com os olhares. Devia ter dito onde o tinha comprado....mas sim é lindo e tem uma côr linda.

Sentei-me e coloquei o telefone no silêncio e espero pacientemente pela minha vez. Desfolhei uma revista e pimbas parece que entrei numa novela.

A paciente A entra na sala e começa o seu diálogo com a paciente B e C. A paciente A disse que ia ser atendida só ás 11h20....eram 09h00.....pergunta absurda: o que é que ela estava a fazer ali aquela hora? Aquilo até é um local agradável para se passar o dia....melhor que o PIC NIC do Continente!!!! Upa Upa!

O telefone da paciente A toca. Numa tentativa de não fazer barulho vai falar para onde? Para o hall da casa de banho....aquilo nem faz sequer eco e eu nem sequer ouvi que o gato precisava comer e que ela tinha de lá passar e que não tinha dito onde ia...ah e que trata o gato por neto. Tudo isto quase em silêncio, eu é que tenho boa audição.

Paciente B vê passar a médica de familia. Acena como se estivesse à espera de um familiar que vem no autocarro da EVA. E sai a bujarda: OLÁAAAAA DOUTORA.....vim cá ter consigo hoje. Pela cara da médica era visivel que tinha ficado radiante de a ver. Se fosse mesmo no terminal da EVA, acho que ela tinha apanhado o autocarro de volta.

Paciente D começa o seu diálogo com a amiga. Uma senhora dos seus quase 50 anos certamente. Divorciada pelo que depeendi. Com um filho que é do mais higiénico possível porque mandou o pai lavar a boca antes de falar da mãe. Há miúdos impecáveis pah! A mãe agora solteirona anda no engate, porque fez 100 tentativas para aceder ao facebook para mostrar à amiga que na 1.ª quarta-feira do mês há ladies night não sei onde, com montes de ofertas. Fez questão de frizar à amiga que tinha pedido amizade ao gerente....e que ela agora tinha mais acessos...já a amiga não porque ainda só deve ir no Nivel 2 do jogo e só chegou ao pedido de amizade com o bengaleiro.
Pareceu-me que a amiga não achou muita piada, porque se levantou e deu de fuga. Mas antes para lhe animar o dia diz a Paciente D: está mais magra! E assim com este cinismo ficaram amigas para sempre.

A coisa ainda prometia não fosse o velhote ter saído pela porta e ter chamado pelo meu nome...o aparelho está avariado.

Isto só se passou em 20 minutos, agora imagine-se que eu estava ali o dia todo? Não havia Sombras de Grey que me batessem....eu ia escrever mais volumes e faria mais filmes.

A vida passa por todos nós, mas é no Centro de Sáude que eles mais gostam de estar!!!

Haja paciência!!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Memories

O tempo pode curar tudo como dizem, mas o tempo não apaga da memória algumas coisas do passado.
 
As feridas são saradas e as memórias filtradas e arquivadas. O negativismo dá lugar à aprendizagem e passamos a ser mais maduros, mais experientes, mais tudo....
 
Numa fase negativa da vida, acabamos por nos encontrar connosco próprios, coisa que durante muito tempo tivemos tendência a perder. Por circunstâncias da vida, propositadamente , o que quer que pensemos....mas de facto deixamos de sermos nós para passarmos a ser outros.
 
Pouco importa isso agora, quando finalmente pegamos o fio à meada e retomamos o nosso tricot e continuamos a produção da nossa manta da vida, uma manta de retalhos...tão somente isso.
 
A vida seria tão mais simples se fossemos apenas EU e não NÓS, e quando esse NÓS é uma criança a tarefa complica um pouco mais.
 
A primeira fase são as perguntas constantes, os porquês....se antes se pergunta "porque é que a relava é verde ou o céu azul", numa fase de separação/divórcio as perguntas são tão mais difiveis de ter resposta.
 
O tempo passa , cura, mas não sei o que se passou na cabeça do meu filho ao logo desta ano e pouco....achava apenas que apesar da sua inteligência acima da média, para ele estaria esclarecido e nem sequer havia memória a falar.... Mas não, afinal não é bem assim.
 
Hoje quando vinhamos da escola para casa e assim do nada perguntou: "mãe lembras-te quando éramos familia?"...."familia como filho?"... "eu, tu , o pai e a mana?" ..... Expliquei-lhe que continuamos a ser Mãe, Pai e Mana e que apenas não viviamos juntos.
 
Perguntei-lhe se tinha saudades, prontamente disse-me : "Não, eu percebo tudo mãe".
 
Isto seria uma resposta normal não tivesse ele 4 anos. Não fiquei em nada triste, pelo contrário fiquei de certo modo aliviada com a resposta....e mais contente ainda com a conversa seguinte, super positiva e que me deixa orgulhosa do meu filho, da minha familia e do M que entrou na nossa vida. Nem conto ao M as coisas que o S me diz, porque pode achar que eu estou a inventar, que posso estar a pressionar, sei lá eu o que poderá ele pensar.
 
Para já guardo estas nossas conversas com a maior das paixões, confidencialidade  e cumplicidade. Vejo a nossa relação enquanto mãe e filho a crescer de dia para dia. Mais do que termos dinheiro (que sabemos que não é muito) , é importante que nos tenhamos um ao outro sempre, isso basta-nos. 
 
Hoje mais que nunca, sei que estou a fazer um bom trabalho enquanto mãe.
 
Obrigado por me dares este privilégio ! 
 
 
 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Arregaça que eu gosto!!!

Amigos, juro que já tentei perceber porque é que os senhores de mais idade....homens entenda-se, quando se sentam puxam a bela da calça para cima.

Aquilo fica tudo arregaçado. Já me passaram algumas ideias pela cabeça, mas acho que nenhuma delas faz sentido, senão vejamos:


  • Para não ficar com marca nas calças (tipo vinco). Se não fica ali, fica na zona das virilhas, o que me parece bem pior.
  • Para mostrar o modelo e marca da peúga. Até pode ser, mas onde está a graça disso. Quando mais discreta a meia melhor.
  • Para mostrar que são homens prevenidos.... em caso de cheia estão preparados e as calças não se molham. Então e os sapatos? Para isso calçavam sempre sandálias.
  • Para mostrar virilidade? Há lá coisa mais máscula do que sentar e puxar mais de meio metro as calças para cima? Há meus amigos e muitas outras coisas e não se precisa puxar muito pela cabecinha.
  • Para sentir as partes intimas mais aconchegadas? E ter uma cueca mais confortável não?  É que depois quando se levantam aquilo descai tudo. Dá a sensação que funciona tipo Push-Up das senhoras para elevar os peitos.
  • Foram assistir ao Portugal Fashion e esta era a moda? Foi o Luis Buchinho que lançou isso?  Ou o Manuel Alves? Ah espera não....trata-se de moda autodidacta (como aquela coisa da auto medicação) 
Eu de moda pouco percebo, tenho apenas dois olhinhos na cara que me servem para apreciar o que supostamente esteticamente  não me parece lá muito bem.

Sugestão:

Em vez de arregaçarem as calças, porque não vestir logo uns corsários ou uns calções? Assim evitam-se fazer estas figurinhas...



DIZ-LHE

Posso fechar e abrir os olhos 100 vezes.

Posso beliscar o meu corpo outras tantas.

Não! Não estás a sonhar...é real...é verdadeiro.

Toca-o, sente-0, beija-o, respira....

Olha-o nos olhos e diz-lhe AMO-TE!

Não és o meu braço direito, és bem mais do que isso.

Não  és metade de mim....és inteiro.

Não me és indiferente....és motivo de orgulho.

Mesmo sem palavras, entendo o que queres dizer.

A entrega é bem mais do que dar... É estar e saber estar, mesmo que no silêncio.

Seguro uma vez mais na tua mão, aperto com força, olho-te uma vez mais nos olhos ....


AMO-TE!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Um dia vais perceber


Um dia irás perceber que nada será como antes.

Um dia irás perceber que deves viver o Agora e não tanto o Futuro.

Um dia irás perceber que do Passado não reza a história e que se o deixares seguir o seu rumo serás mais feliz.

Um dia irás perceber que deves viver a tua vida com a maior das intensidades.

Um dia irás perceber que és feliz nas pequenas coisas que a vida te proporciona.

Um dia irás encontrar os teus verdadeiros amigos.

Um dia irás encontrar pessoas a quem podes chamar Familia, mesmo que o sangue que nos corre nas veias não seja o mesmo.

Um dia irás encontrar a tua alma gémea e perceberás que é com ela que queres fazer caminhada para sempre.

Um dia irás perceber que beber uns gins e umas minis e um vinho "Rosinha" te fazem eufórica, mas que te libertam....e isso não tem mal.

Um dia irás perceber que não podes deixar cozer muito o arroz de marisco, caso contrário irás ter risotto....que de lixe...estás com amigos e tudo se come.

Um dia irás perceber que as músicas da Violetta não são só para meninos....há quem se divirta à grande e já tem idade para ter juízo (se é que há essa idade).

Um dia vais perceber que ouvires roncar à desgarrada, não é assim tão mau.... é péssimo (grande sinfonia).

Um dia vais perceber que a gulodice por caracóis fora de época e com ervas vai dar mais cedo ou mais tarde em merda.....mesmo que com delay de 3 dias.

Um dia vais perceber que dormir na rede pode dar alucinações e começares a falar de férias escolares sem que percebas bem porquê.

Um dia vais perceber que fazer wakeboard não é para todos e que se disseres adeus ao público já levas 1 ponto (melhor que nada).

Um dia vais perceber que andar agarrada a uma bóia e seres puxado por uma mota de água é das melhores sensações que há....mesmo que isso implique seres projectada. Que se lixe, sobe-se de novo.

Um dia vais perceber que não ter horários é bom.

Um dia vais perceber que esse dia afinal chegou e...és mais feliz que nunca!


quarta-feira, 25 de março de 2015

Boa Caça!

Acorda!

Abre a janela, olha lá para fora! Chamam por ti...

Pega na mochila e faz-te ao caminho.

Inspira, sente o cheiro, é tão bom. Toca na terra...simplesmente sente.

O caminho é longo, mas tem um final.

Tudo na vida, tem principio e fim....não necessariamente mau.

Deste de ti, mesmo quando não tinhas forças....mas sabes que valeu a pena cada segundo.

Recebeste a dobrar....trazes mais na mochila e no coração mais do que poderias imaginar.

Continuas a caminhada e sabes que foste e continuas a ser feliz.

Mas o sinal de pista indica-te "caminho a evitar"....

Paras e pensas: devo arriscar? Não. Ás vezes é preciso mudar o rumo da nossa caminhada.

Abrir a mochila e retirar o excesso de carga. Seguir apenas com o que nos faz realmente falta.

Chegas-te finalmente ao teu destino.....

Sabes que estás no caminho certo, quando perdes o interesse de olhar para trás....

Pára, sente, inspira e expira....olha à tua volta.....já sabes a resposta?

- Sim. Sei agora que estou no caminho certo!







quinta-feira, 19 de março de 2015

Sabes lá tu escrever 2

E assim fiquei um pouco mais, sentada, ouvindo apenas o silêncio.

Foi música para os meus ouvidos. 

Uma pauta tocada a quatro mãos, que por momentos passam a duas, quando nos cruzamos em Dó.... 

Ecoa em Mi este som, e fecho os olhos e sou apenas tocada pelo SOL.

 Hoje estou estou aqui. Amanhã? Quem sabe estou Lá!

Dia do Pãe ou Dia da Mai ?

Quando somos concebidos e passamos a ser um ser vivo, aprendemos a reconhecer os nossos progenitores.

Com o passar do tempo aprendemos que temos um Pai e uma Mãe, que em determinada altura das suas vidas fomos idealizados (ou não) e que são eles a nossa base, a nossa referência.

Enquanto mãe e enquanto pai queremos e desejamos o melhor para os nossos filhos e desejamos que a felicidade que se vive no momento perdure por muitos anos e que possamos viver o felizes para sempre também neste novo papel.

Este deve ser de facto o pensamento e de facto acho que não estamos nunca preparados para uma alteração repentina do estado civil "juntos para sempre" para o "quero ver-te pelas costas". E passamos de um estado para outro em menos menos de 24h

Mudamos totalmente, entramos numa fase horrível, jogamos com os sentimentos, jogamos com as pessoas, entramos numa espiral. Não aceitamos a mudança de ânimo leve. Queremos ferir e magoar tanto quanto possível. Não desejamos o melhor um ao outro e roê-mo-nos por dentro quando sabemos que o outro(a) está melhor que nós.

É inevitável, é-nos transversal. Somos seres humanos, temos sentimentos bons e maus. Está intrínseco em nós esta forma de estar e actuar. Apesar de haver excepções (e eu conheço).

Mante-mo-nos ocupados tanto quanto conseguimos para não pensarmos em porcarias e em planos maquiavélicos. Deixamos de ser nós próprios por algum tempo, por necessidade. Abandonamos o nosso corpo propositadamente.

O nosso foco passa a ser o/os filho/os....vivemos intensamente para eles a tentar colmatar a falta que um dos progenitores lhes possa fazer.

Para quê esta necessidade? Porquê? Estará isto correcto?

Passando por esta experiência "in loco" acho que essa é apenas uma fase. A fase da revolta que com tempo (maior ou menor) passamos a aceitar com outra maturidade e aprendemos a viver deste modo.

Haverá um dia em que acordamos depois de um sono profundo e percebemos que a nossa vida continua e não acabou nada de nada.

Um filho pode crescer sem a presença de um Pai ou de uma Mãe? Pode claro....

Tenho de substituir e ser Pai e Mãe ao mesmo tempo? Não, claro que não... Isso pode ser uma atitude menos boa em minha opinião.

Quer queiramos, quer não todos temos um Pai e uma Mãe. Se esse Pai e essa Mãe correspondem ao padrão que idealizamos? Sim ou não....mas continuam a ser os nossos progenitores.

Um filho não deve em circunstancia nenhuma sentir-se infeliz porque não tem os pais juntos. Um filho deve sentir-se feliz porque tem um pai e uma mãe. E importa dar-mos um reforço positivo tanto quanto possível.

Importa também compreender que não é um filho que perder por não ver um Pai ou uma Mãe. É esse Pai e essa Mãe quem perde, porque não acompanha o crescimento, não está presente nas pequenas coisas que são grandes para um filho. Não ouve as piadas, não vive as angústias, não brinca, não estuda com ele, simplesmente está quando dá.

Cabe a nós Pães e Mais desmistificar isso e levar a vida com um sorriso e de forma positiva. É nestas coisas que um filho se agarra, é neste reforço positivo que os devemos fazer crescer. Eles também vão ser Pais e Mães e vão olhar-nos como exemplo (quer tenhamos sido bom ou mau exemplo).

Hoje vejo as coisas com outros olhos. Posso não concordar com algumas coisas, algumas atitudes, mas se tentar regatear, vou conseguir melhor? Acho que não, que só tenho a perder.

Sei que tenho o amor incondicional do meu filho, e tenho a certeza de que é uma criança feliz, mesmo que a figura paterna seja mais ausente na vida dele. A meu lado tenho pessoas fantásticas que me ajudam a ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. 

Afinal o que importa realmente?

Paremos e pensemos.....seremos muito mais felizes!



quarta-feira, 18 de março de 2015

Inspiração

“Temos que nos bastar, nos bastar sempre, e quando procuramos estar com alguém, temos que nos consciencializar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objectivos comuns, alegrias e vida.”

Sabes lá tu escrever - 1


A noite banhou o céu. Com ela veio o frio, o breu. 

Caminhei no desconhecido, sabendo que me acompanhavas, mesmo sem nada dizeres. 


Senti-te perto, senti a tua respiração. Medo? Não! Gosto de aventuras.


Juntos tiramos os azimutes do nosso destino. 


Juntos criamos os pontos cardeais que nos vão levar mais além.


- Vamos para onde? - pergunto eu.

Sussurras ao meu ouvido a resposta. Não sei se entendi bem.

Mas sei que ambos falamos e entendemos quantas línguas o mundo tem.

sexta-feira, 6 de março de 2015

O Sol quando nasce..

É para todos, já diz o velho ditado.

Cada macaco no seu galho.

Cada tampa com a sua panela.

Quando menos esperamos o SOL volta a brilhar... e isso faz-nos bem.

Aquece-nos a alma, renovamos energias, sorrimos de forma espontânea, fazemos tudo com maior vontade, dedica-mo-nos mais, cuidamos mais de nós e dos outros, somos um novo eu num corpo mais maduro e seguro de si.

E hoje o SOL voltou a brilhar e isso faz-me feliz!

Obrigado ao meu SOL!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sai uma SANDE e uma MINE

Eu não pesco nada de futebol, mas não era preferível os senhores massagistas levarem na sua lancheira uma bela de uma SANDE e uma MINE para dar aos jogadores que ficam estatelados no chão, do que uma latinha de spray de fuminho?

Eu não sei o que os jogadores acham da ideia, mas eu achava bem. Já que se está ali esticadinho e se pensa se sai ou entra de novo em jogo, ao menos vai reconfortando o estômago...é que estar ali a correr campo acima, campo abaixo é desgastante.

E sempre se podia dar ao árbitro já que ás vezes dá a sensação que anda ali a apanhar banhos de sol e o sol bate-lhe de tal ordem das vistas que não vê bem o que se passa mesmo debaixo do nariz....

Viva o CUMBIBIUUUU!!!!!

Fui à Bola ver os Bombeiros

Ser mãe de rapaz também é isto. Sinceramente acho que gosto mais eu de ir do que ele, mas lá está há que fazer pela vida.

Ontem lá fomos os dois rumo a Alvalade que nem dois maluquinhos da bola. Cachecóis ao pescoço, cantigas estrada fora.

O campeonato pode até já nem ser nosso, mas também é coisa a que já estamos habituados, mas somos do SPORTING sempre. Gostamos do nosso clube e isso basta-nos. Não entramos em confusões, temos amor ao verde.

O colorido das bancadas encheu-se de 42.098 adeptos que com garra vibraram com os golos que marcamos.

Entoaram-se cantos, gritamos juntos, animamos aquele jogo em uníssono.  Se sou adepta "doente" por futebol?  Nem de longe nem de perto, se ganhasse um ordenado como o deles ainda me preocupava, assim sendo vou vendo passar a bola.

Engane-se no entanto quem acha que o meu filho gosta de bola....está bem longe disso. Senão vejamos:

- Ao entrar: Mãe onde estão os bombeiros?
- Quando foi ao wc: Mãe estavam ali dois bombeiros.
- Quando um jogador do Sporting foi assistido: Mãe o jogador caiu, chama os bombeiros!
- Ainda com o jogador no chão quando lhe deram com o Spray milagroso: Mãe o senhor está a arder...chama os bombeiros.
- Com  o jogo a decorrer: Mãe onde é que estão os carros dos bombeiros?
- A sair do estádio: Mãe temos de ir depressa, isto é uma emergência....
- Já fora do estádio: Mãe já vi os carros...estão ali (apontando para as ambulâncias estacionadas).

Não sei se comece a ficar preocupada com este fascínio pelos bombeiros, ou se me deixo ir na onda, mas confesso que chega a ser doentio. Não há brincadeira que não meta bombeiros, não há visita ao youtube sem ver 30 000 episódios do Bombeiro Sam (em várias línguas) ....todos os dias se eu deixasse. No caminho para a escola repara sempre quando passam ambulâncias, INEM, carros de bombeiros. Vibra quando tem de ir a um hospital com as ambulâncias os acessórios, colabora em tudo sem grande medo.

Passa todos os dias à porta de 2 quartéis de bombeiros: Cascais e Estoril ou Alcabideche. Os olhos brilham.

Emita na perfeição uma sirene. Ninguém se pode queixar de uma dor ou que não se está a sentir bem, porque a solução passa por chamar a ambulância.

Há cerca de um ano quando o bisavô teve de ser transportado pelo INEM, fez questão de explicar aos bombeiros o que se tinha passado (e bem) e pediu para ir ver a ambulância.

Na festa de Natal da escola, ainda à porta entrou em fase dramática, queixando-se de dores de ouvidos e dizendo alto : "Estou-me a sentir mal....chamem uma ambulância."

Dizem que estas coisas nascem connosco, será?

Imagino o futuro do meu filho: a morar num quartel de bombeiros ou em alternativa numa casa feita à medida: varão para descer, sirene em vez de campainha. Não vai ter um carro, vai ter certamente uma ambulância para se deslocar. Se não for bombeiro, será enfermeiro, socorrista, médico ou coisa que o valha.

Sinceramente, quero apenas que ele seja feliz e realizado no que fizer.

Quanto a mim, estarei cá para o ver crescer e apoiar!

CHAMEM O 112!!!!!